Comentários Eleison 190 – Discussões futuras

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DISCUSSÕES FUTURAS

ELEISON COMMENTS CXC (05 de março de 2011)

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Para a alegria de alguns, e tristeza de outros, parece que as discussões doutrinais mantidas desde o último ano e meio entre teólogos de Roma e representantes da Fraternidade Sacerdotal São Pio X afinal chegarão a um fim nesta primavera, porque os principais pontos da discussão, então, terão sido abrangidos, sem qualquer perspectiva real de um acordo a caminho. Tal é a conclusão provisoriamente a retirar de comentários do Superior Geral da Fraternidade, Bispo Fellay, feitos ao longo de uma entrevista dada em 02 de Fevereiro.

Agora, os desapontados podem ter certeza de que há romanos e importantes sacerdotes da FSSPX que dificilmente abrirão mão de seus esforços para construir uma ponte entre o Vaticano II e Tradição Católica. Mas quaisquer que sejam tais esforços para unir todos os católicos de boa vontade, esforços que fluem e refluem, ontem, hoje e amanhã, as palavras de Nosso Senhor são uma âncora: “Passarão os céus e a terra, mas as minhas palavras não passarão” (Mt. XXVI, 39). Para Sua vida a vida da Igreja é modelada, e em Sua vida há fluxo e refluxo de esforços e sofrimentos humanos, culminando na terrível crucificação, mas enquanto Ele sentia uma vontade humana de fugir da vontade crucificante de Seu Pai – “Pai, se for possível, afasta de Mim este cálice…” – ainda assim Sua mente e coração humanos estavam ancorados na Divina Providência: – “Contudo, não seja como eu queira, como Tu queres” (Mt.XXVI, 39).

Então a mesma imutável Divina Providência que dirigiu e ancorou a mente e vontade humanas de Nosso Senhor, também deve ancorar a vida de sua Igreja. Então papas, concílios, congregações religiosas e sociedades vêm e vão, mas a fim de serem católicos eles precisam se submeter à Divina Providência a qual Nosso Senhor se submeteu, e eles devem dizer exatamente as mesmas verdades que Nosso Senhor transmitiu de Seu Pai para Sua Igreja. Como em nenhuma outra instituição sobre a terra, a Igreja Católica é tão alicerçada sobre a Verdade que sua sobrevivência é proporcional a sua fidelidade à Verdade. Porque a Igreja Conciliar está pondo interesses humanos no lugar da Verdade Divina, ela está se desintegrando, e qualquer outra congregação católica ou sociedade que fizer o mesmo desmoronará.

Logo segue que, todo aquele que é fiel à plenitude da Verdade revelada está, em efeito – não em princípio, mas na prática – no acento de condução da Igreja (ver “Cartas do Reitor”, vlo.IV, p.164). Além disso, quem tem essa Verdade e finge que não está no comando, seria, nas palavras de Nosso Senhor, aquilo que ele mesmo disse que se chamaria  se tivesse negado seu Pai, “um mentiroso” (Jo VIII, 55). Isso porque qualquer mensageiro que renegue a divindade de sua mensagem divina não é verdadeiro amante de seus semelhantes, como ele ou outros possam pensar, mas tem por seu pai, o pai da mentira (Jo VIII, 44).

Há uma Verdade, mesmo que poucas pessoas pensem assim. O direito e a habilidade dos romanos de governar a Igreja depende de sua fidelidade à Verdade. O direito e a habilidade da FSSPX de enfrentar os infiéis romanos depende da própria fidelidade da FSSPX à Verdade. Até agora a FSSPX tem sido fiel, então por agora a FSSPX há de sobreviver, mas Roma pode, ao retornar à Verdade, fazer da sobrevivência da Fraternidade algo desnecessário.

Kyrie Eleison.