Comentários Eleison 185 – Infecção Tradicional

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INFECÇÃO TRADICIONAL

ELEISON COMMENTS CLXXXV (29 de janeiro de 2011)

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O liberalismo é uma doença inacreditável, capaz de apodrecer até os melhores corações e as melhores mentes. Se nós o definirmos brevemente como a libertação do homem em relação a Deus, veremos que ele é tão antigo quanto às montanhas, mas nunca foi tão profundo, generalizado ou aparentemente normal como é hoje. Ora, a liberdade religiosa está  no coração do liberalismo – de que adianta estar livre de tudo e de todos se eu não estou livre de Deus? Então, se Bento XVI lamentou três semanas atrás que “a liberdade religiosa está ameaçada em todo do mundo”, ele está certamente infectado. Nem mesmo os seguidores da Tradição Católica devem ficar confiantes de que têm imunidade contra essa doença. Eis um e-mail que recebi a poucos dias de um leigo da Europa Continental:

“Durante muito tempo, cerca de 20 anos, eu fui moldado pelo liberalismo. Por meio da graça de Deus, me converti com a ajuda da Fraternidade de São Pio X. Para minha surpresa, encontrei o comportamento liberal até mesmo nas fileiras da Tradição. As pessoas ainda estão dizendo que não se deve exagerar o quão ruim as coisas estão no momento. A Maçonaria é raramente mencionada como sendo uma inimiga da Igreja, porque isso poderia atrapalhar os interesses pessoais de alguns, e assim as pessoas continuam a agir como se, em geral, o mundo ainda estivesse bem.

“Há até alguns tradicionalistas que recomendam psico-fármacos para lidar com o estresse provocado por ser um católico tradicional, e eles dizem que se você estiver procurando a felicidade, deveria ir a um médico para tornar a vida mais fácil.

“A conseqüência de tal comportamento é um indiferentismo, que é a semente e a base do liberalismo. De repente, já não é tão ruim assistir a missa do Novus Ordo, trabalhar junto com os modernistas, mudar seus princípios de um de um dia para o outro, desistir de expressar a fé em público, estudar em uma universidade pública, confiar no Governo e agir no pressuposto de que o que todo mundo faz é no fim das contas uma boa coisa.

“Nosso Senhor tem palavras duras para este tipo de indiferentismo: o morno será vomitado (Apoc. III, 16). Pode parecer paradoxal, mas os maiores inimigos da Igreja são os católicos liberais. Existe até mesmo um tradicionalismo liberal!!!” (fim da citação do leigo).

Então, qual é o antídoto para este veneno que ameaça cada um de nós? A graça santificante, sem dúvida (Rom. VII, 25), que pode limpar a mente da confusão e reforçar a vontade de fazer o que a mente vê como correto. E como posso ter certeza da graça santificante? Isso é como perguntar: como posso garantir a minha perseverança final? A Igreja ensina que não se pode garanti-la, porque é um presente – ou o presente – de Deus. Mas o que eu posso fazer sempre é rezar o Santo Rosário, cinco mistérios por dia ou ainda melhor, se for razoavelmente possível, quinze. Quem o faz está fazendo o que a Mãe de Deus pede a todos nós para fazermos, e ela tem poder praticamente ilimitado sobre o seu Filho, Nosso Senhor e Deus, Jesus Cristo.

Kyrie eleison.