Etimologia da palavra Liturgia

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ETIMOLOGIA DA PALAVRA LITURGIA

Etimologia. Significado. Definição.

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1. Etimologia 

A palavra liturgia vem da língua grega e é composta de dois elementos: leitos, que quer dizer público, e érgein, que significa fazer. Juntando-se estes dois elementos pelo radical e acrescentando-se-lhes o sufixo formador de substantivos, tem-se  leit-o-erg-ia ou leitourgia. O primeiro elemento leitos é derivado da palavra léos, forma dialetal de láos, que significa povo. O segundo elemento da palavra é um verbo desusado, mas sobrevivente no futuro érxoi e no substantivo  érgon, que quer dizer trabalho. Do substantivo liturgia tirou-se o concreto litourgos ou liturgos – funcionário público, – e o verbo litourgein, – exercer função pública. De láos, – povo, – origina-se laico, laical, leigo. Portanto, liturgia, liturgo, lutúrgico, laico, leigo, laical pertencem a uma mesma família de palavras, pois todos procedem da raiz láos ou léos, povo.

2. Significado

A palavra liturgia se encontra na antigüidade grega com dois significados, – um profano e outro religioso.

a) Significado profano. Em Atenas, liturgia era o serviço público exercido pelos cidadãos ricos a suas expensas. Chamava-se liturgo aquele que exercia essa função. Assim, o chorégos, que pagava os cantores nos teatros, o trierarcha, que provia as belonaves do Estado, o gymnasiarcha, que superentendia o gymnasium, eram todos liturgos.

b) Significado religioso. A versão dos Setenta deu o nome de liturgia ao serviço público do templo de Jerusalém. Daí, a palavra veio a ter o significado de função sacerdotal e de serviço ritualístico do templo. Foi este o sentido que prevaleceu e se consagrou na linguagem oficial do Cristianismo.

3. Definição

Portanto, no uso religioso, liturgia é o serviço público oficial da Igreja e corresponde ao serviço oficial do templo na Antiga Lei. Abrange, pois, todo o conjunto de funções oficiais, os ritos, as cerimônias, orações e sacramentos.

“A Sagrada Liturgia, escreve Pio XII, é o culto público que o nosso Redentor rende ao Pai como cabeça da Igreja e que a sociedade dos fiéis rende a seu Fundador e, por ele, ao Pai”. (Enc. Mediator Dei et Hominum, n.17).

Duas são as condições de liturgicidade: não basta que o serviço seja público; é preciso que também seja oficial. Mas esta condição é fácil de reconhecer, pois a Igreja tem os seus livros oficiais e, por isso, só devem ser considerados litúrgicos os serviços cujo rito é regulamentado nesses livros.

Assim, são liturgicos:

A missa, o breviário, a bênção do Santíssimo Sacramento, a procissão de Corpus Christi, as Vésperas, a administração dos sacramentos, a procissão das Rogações, etc.

Não são litúrgicas:

a) As devoções particulares de qualquer espécie, como as três ave-marias de Santo Afonso;

b) As devoções aprovadas ou mesmo recomendadas pela Igreja, mas que não se encontram nos livros oficiais, como, por exemplo, o rosário e a coroinha de Nossa Senhora;

c) As devoções públicas não oficiais, como as procissões da Semana Santa, as peregrinações e outras.

 (Texto retirado do livro” A Missa,dogma-liturgia”, do Cônego F.M. Bueno de Sequeira,
com censor e imprimatur de 1949. Ed. Andes) 

Fonte: www.missaest.hpg.com.br

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