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ACESSÓRIOS LITÚRGICOS NA SANTA MISSA

Matéria do Sacramento da Eucaristia; Altar e pedra d’ara; Objetos e utensílios necessários; Paramentos.

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7. Das coisas, na liturgia da Missa

  • Matéria do Sacramento da Eucaristia

    Pela instituição de Cristo, a matéria da Eucaristia é o pão de trigo e o vinho de uva. Qualquer outra matéria acarretaria a nulidade da Consagração e, conseqüentemente, tornaria nula a própria Missa. O mesmo se deve dizer de toda e qualquer mistura que alterasse substancialmente o pão e o vinho.

    É de preceito que se adicionem algumas gotas de água ao vinho no momento em que este é posto no cálice. A omissão desta mistura não compromete a validade do Sacramento. Trata-se, porém, de preceito grave, pois a água adicionada ao vinho representa simbolismo importante.

    Tanto se pode empregar pão fermentado como pão asmo. Na Igreja latina emprega-se pão asmo. No oriente, uns ritos usam este pão, outros o pão fermentado. Cada celebrante deve obedecer à prescrição de seu rito, e isto obriga sob grave.

  • Altar e pedra d’ara

O altar pode ser de pedra ou de madeira, mas deve ser fixo. A pedra d’ara é uma pedra de mármore sagrada pelo bispo e contém relíquias de mártires às quais alude a oração que o celebrante recita ao subir ao altar: quorum reliquiae hic sunt. É colocada no centro do altar, sobre o plano, e sobre ela se apoia o cálice durante a celebração.

             (v. Prefácio da Consagração do Altar)

  • Objetos e utensílios necessários

    I) Cruz Deve ostentar-se ao centro, bem visível, um crucifixo e não uma simples cruz sem a escultura do Crucificado.

    II) Três toalhas de linho abertas sobre a mesa do altar.

    III) Cálice de ouro ou de prata, nunca de vidro ou de madeira. A copa, pelo menos deve ser dourada.

    IV)Patena, da mesma matéria que o cálice.

    V) Seis castiçais, sustentando velas de cera. Estas não devem nunca ser substituídas por lâmpadas elétricas.

    VI) Um missal e um estante para colocá-lo. Na falta de estante, pode-se usar uma almofada ou travesseiro.

    VII) Três quadros, denominados sacras: contém orações, o salmo do lavabo e o evangelho do fim; dispensam a consulta do missal.

  • Paramentos

    I) Véu do cálice, da cor dos paramentos.

    II) Bolsa, como o véu.

    III) Corporal, para ser estendido sobre a pedra d’ara; deve ser de linho.

    IV) Sanguinho ou purificador, também de linho, para enxugar o cálice.

    V) Pala, para cobrir o cálice.

    VI) Cíngulo – é o cordão que serve para ajustar a alva ao corpo.

    VII) Amicto, de linho branco; serve para cobrir os ombros.

    VIII) Alva; como o nome indica, é também branca, deve ser de linho.

    IX) Paramentos cuja cor varia com o rito do dia:

        Casula, Estola, Manípulo

    Quanto à cor, os paramentos podem ser:

    Branco, exprime alegria e pureza;

    Vermelho, simboliza amor;

    Verde, significa esperança;

    Roxo, lembra penitência;

    Preto, significa tristeza.

    O paramento branco serve nas festas de Nosso Senhor, de Nossa Senhora e nas de alguns santos; o vermelho, nas festas do Divino Espírito Santo e dos Mártires; o roxo, na Quaresma, no Advento, nas Vigílias, nas Rogações e nas Quatro Têmporas; o preto, na Sexta-feira Santa e nas missas de defunto; o verde, nos Domingos depois da Epifania e depois de Pentecostes ou nos dias de semana quando não incide festa de santos.

    O uso das vestes sagradas, além do simbolismo ligado a cada peça dos paramentos, tem um significado de ordem social. Revestido dos paramentos, o sacerdote não é um simples membro da sociedade; é o funcionário sagrado, exercendo função pública. É o que acontece com o magistrado civil; envergando a toga, o juiz deixa de ser um particular, e os seus atos passam a ser da sociedade que o constitui juiz. Assim também, os atos do sacerdote paramentado não são propriamente dele; são da Igreja. Portanto, é preciso distinguir entre função privada e função pública; o ato do sacerdote que vende uma propriedade e o ato do sacerdote que celebra missa. Os paramentos é que mostram ao público a separação das duas individualidades.

(Texto retirado do livro” A Missa,dogma-liturgia”, do Cônego F.M. Bueno de Sequeira, com censor e imprimatur de 1949. Ed. Andes)

Fonte: www.missaest.hpg.com.br

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