Pode-se criticar o Concílio Vaticano II?

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PODE-SE CRITICAR O CONCÍLIO VATICANO II?

A Igreja oficial faz da aceitação do Concilio Vaticano II para os “Tradicionalistas” uma condição “sine qua non” de qualquer “acordo”, como reiterou ainda estes dias o Cardeal Ricard, falando do caso do IBP em Bordeaux. Será que não tem escolha?

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– Uma Primeira Resposta
– O que diz o Papa Bento XVI
– E para aprofundar mais: Autoridade de um concílio pastoral

Uma Primeira Resposta

Pergunta: “Eu gostaria de saber como os senhores se permitem de colocar em causa o ensinamento do Vaticano II. Pois este não foi, como todos os outros concílios, infalíveis?”.

Resposta: João XXIII, quando pronunciou o discurso de abertura do Concílio, precisa que este não dogmatizaria nem em positivo (cânones) nem em negativo (anátemas); se tratava somente de dar um ensinamento de caráter pastoral, isto seria a distinção de todos os outros Concílios do passado. A questão da infalibilidade quando veio à tona; numa declaração em 16 de novembro de 1964, que seguia a Lumen Gentium respondeu: só terão entendidos como definidos pelo Concílio os pontos de fé e moral que serão claramente designados como tais. “Ora, constata o padre Delaye (DTC, tab., col.4330), o concilio nunca manifestou esta intenção”. Assim então, Vaticano II possuía o carisma da infalibilidade, mas ele não o utilizou, pois “uma coisa é possuir uma autoridade, outra coisa é exercer ou não exercer, uma razão, por exemplo aqui, de uma certa concepção da pastoral” ( Delaye, id.). No dia 12 de janeiro de 1966, Paulo VI precisou em efeito que o Concílio “evitou pronunciar definições dogmáticas solenes comprometendo sua infalibilidade”. Não é então de “ir contra o Espírito Santo” que não tomar por doutrina de fé tais teses que a liberdade religiosa, o ecumenismo ou a colegialidade.

O que diz o Papa Bento XVI

Não ao Vaticano II “ super dogma”: Cardeal Ratzinger discurso do 13/07/88 à conferencia episcopal do Chile.

“Muitos comentários dão a impressão que tudo mudou desde o Vaticano II e que tudo aquele que o precedeu não tem nenhum valor ou, no melhor dos casos, não pode ter valor senão for à luz do Vaticano II… Muitos, aliás, o interpretam como se ele fora um ‘superdogma’ que tira toda importância a todo o resto.

Esta impressão se encontra particularmente reforçada pelos fatos que se produzem com freqüência. Aquilo que era considerado anteriormente como o mais sagrado -a forma transmitida pela liturgia-, aparece de repente como aquilo que está mais proibido e como a única coisa que deve ser certamente deixada de lado. Nós não toleramos nenhuma crítica das coisas operadas  desde o concílio; entretanto, onde estão em jogo as antigas regras ou as grandes verdades de fé- por exemplo a virgindade corporal de Maria, a ressurreição corporal de Jesus, a imortalidade da alma etc.- não reagimos ou bem o fazemos com moderação extrema.”

E para aprofundar mais: Autoridade de um concílio pastoral

Fonte: http://www.fsspx-brasil.com.br/page%2005-2j.htm

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