Comentário Eleison 142 – Verdade, adeus !


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VERDADE, ADEUS !


ELEISON COMMENTS CXLII (3 de abril de 2010)

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Mais uma voz da verdade está prestes a silenciar-se nos Estados Unidos. Não é ela, ao menos abertamente, uma voz da verdade Católica. Porém, fato é que hoje os grandes problemas da verdade não são especificamente Católicos, senão que, por muito fundamentais, comuns são a todos os homens. Por isso, quando um colunista e escritor da envergadura de Paul Craig Roberts – homem com notoriedade reconhecido pelo governo, e que foi Secretário Assistente do Tesouro durante o mandato de Reagan – quando ele anuncia, ao que parece arrebatado por grande desânimo, que deixa de lado a sua pena, esse é um dia triste para todos nós.

Seu artigo de despedida de cerca de dez dias atrás fala precisamente da universal perda da verdade. A introdução merece ser citada por inteiro: “Houve um tempo em que a pena era mais poderosa que a espada… quando as pessoas criam na verdade e consideravam-na uma força independente, e não um auxiliar para o governo, a classe, a raça, a ideologia, ou para interesses pessoais ou financeiros. Hoje os americanos são governados pela propaganda. Têm eles, pela verdade, pouca consideração, pouco acesso, e pouca habilidade para reconhecê-la” (destaques meus). “A verdade é algo inoportuno. É incômoda. Está fora dos limites. Aqueles que a dizem correm o risco de ser tachados “anti-americanos”, “anti-semitas” ou “teóricos de conspirações”. A verdade é inconveniente para o governo…e para os ideólogos”.

E continua, “Muitos cuja meta outrora era a descoberta da verdade são agora vultosamente remunerados para escondê-la.” Exemplos de muitos âmbitos provam que “para onde quer que se olhe, a verdade rendeu-se ao dinheiro. Onde quer que o dinheiro seja insuficiente para a verdade sepultar, a ignorância, a propaganda e as memórias curtas dão acabamento ao trabalho.” Exemplos outros confirmam que “A inteligência e a integridade foram compradas pelo dinheiro… Os americanos, ou a maioria deles, demonstraram ser massa nas mãos do estado policial.” Sofreram lavagem cerebral pela mídia de massa que “não serve à verdade. Serve ao governo e aos grupos de pressão que sustentam o governo.”

De modo fascinante, Roberts argumenta que “O destino da América selou-se quando a opinião pública e o movimento anti-guerra compraram a teoria conspiratória do 11 de setembro elaborada pelo governo. A versão do governo sobre o acontecimento de 11/09 é contradita por fortes provas. Entretanto, esse fato que definiu os nossos tempos, lançando os Estados Unidos da América em intermináveis guerras de agressão e na instauração de um estado policial, é um tema tabu quanto à sua própria investigação nos meios de imprensa. Não há sentido em queixar-se da guerra e do estado policial quando se aceita a premissa sobre que se baseiam” (destaques meus novamente). Eu somente agregaria a dimensão religiosa: como podem as almas aderir à única verdadeira religião de Deus, se aceitam as premissas em que se fundam o seu ímpio mundo? No início da década passada, muitos católicos dos EUA não queriam ouvir sermões enfatizando a fraude do 11/09. E como podem almas indiferentes à verdade buscar o verdadeiro Deus? Como podem almas que perdem o gosto pela realidade manterem o gosto pelas realidades supremas da alma e da vida após a morte?

Roberts conclui tristemente, “Já que se censura a pena e se extingue o seu poder, despeço-me.” Não, caro Dr. Roberts. A pena ainda é mais poderosa do que a espada, apesar de todas as aparências, sempre e quando se não a abandona. Siga escrevendo, apesar de serem poucas as almas que por amor à verdade continuarão lendo os seus escritos. Essas almas, como a própria Verdade, “são poderosas e prevalecerão”.

Kyrie Eleison.

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