“Tradicionalista!”

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“TRADICIONALISTA!”

Padre Fernando Arêas Rifan

 NOTA: Para quem não conhece o autor do texto abaixo, trata-se de Dom Fernando Arêas Rifan, bispo da Administração Apostólica São João Maria Vianney. O escrito é representativo da antiga “face” do prelado, isto é: de quando era apenas um padre “excomungado” por Roma e pregava, na região norte fluminense, à sombra do leão da fé Dom Antônio de Castro Mayer, nos passos de Dom Marcel Lefebvre, os ensinamento milenares da Igreja. Outra é a face atual de Dom Rifan. Recebendo báculo e deixando a Santa Fé, hoje, contrariando o verdadeiro Magistério da Igreja, apóia tudo o que antes condenara: o Novus Ordo Missae, o ecumenismo, a liberdade religiosa, a colegialidade, dentre outros erros propalados por Vaticano II. Deixamos o texto abaixo, como sinal de grande e oportuna confusão e temor, além de boa definição do que nós, católicos apostólicos romanos, queremos e esperamos seguir até a morte.

Leia mais sobre os “Acordos de Campos” no site da FSSPX clicando aqui.

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“Tradicionalista” é o católico apostólico romano, fiel à Tradição católica, isto é, à doutrina, à moral, à liturgia tradicional da Igreja de sempre.

Este termo “tradicionalista” não significa retrógrado, antiquado, oposto ao progresso, radical, fundamentalista, avesso às sadias novidades, ou qualquer coisa parecida. Aliás, “Tradição” significa progresso, só que na mesma linha do passado. É um processo contínuo, ligado ao que o antecedeu, um enriquecimento, uma soma do passado com o presente que lhe é similar, enfim, um crescimento, como o de uma árvore ou de uma pessoa.

Esta palavra foi consagrada pelo Papa São Pio X, na sua carta encíclica “Notre charge apostolique”, quando disse: “Os verdadeiros amigos do povo não são os inovadores, mas os tradicionalistas”.

Como a Igreja Católica não é só de hoje, ou de 30 anos para cá, mas é de ontem, de hoje e de sempre, a conclusão lógica é que a Tradição é algo essencial à Igreja Católica. Tradicionalismo não é um partido ou um movimento dentro da Igreja: é o catolicismo como tal. E único. Ser católico fiel a Tradição, ou tradiconalista, não é um dos modos de ser católico; é o único modo de ser católico. Aliás, dizer católico tradicionalista vem a ser até um pleonasmo, uma repetição que nem se precisa dizer, mas que hoje se faz necessária já que muitos hoje se dizem católicos mas rejeitam a Tradição multissecular e perene da Santa Igreja, e por isso já não são mais verdadeiros católicos de fato.

Mas há vários modos de ser ou se tornar católico tradicionalista:

Tradicionalista por saudosismo: saudade do passado.
Tradicionalista por sentimento: “eu me sinto melhor assim!”
Tradicionalista por tradição: avós, pais, família…
Tradicionalista por simpatia: “eu me simpatizo com a Tradição e tenho amigos lá…”
Tradicionalista por imposição: pais, família, namorada, emprego…
Tradicionalista por obediência: pais, patrões, superiores…
Tradicionalista por companheirismo: amigos…
Tradicionalista por proximidade: “a igreja fica perto de minha casa…”
Tradicionalista por política: para angariar votos…
Tradicionalista por escândalo: escandalizado pelas loucuras que viu no progressismo…
Tradicionalista por interesse: conseguir emprego, namorada, etc.
TRADICIONALISTA POR CONVICÇÃO: por causa da doutrina e, em conseqüência, da liturgia tradicional, do respeito e da seriedade que a acompanham.

É claro que, mesmo que se tenha vindo para Tradição por qualquer um dos modos acima, o único modo verdadeiro e digno deste nome é o último. Só por convicção pela doutrina é que você será um verdadeiro tradicionalista, isto é, um verdadeiro católico apostólico romano, da Igreja de sempre de Nosso Senhor.

(Ontem Hoje Sempre, Campos, abril-maio de 1999, nº 52)

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